Olá!
Gostaria de contar um pouco a historia antes para se entender melhor. Engravidei sem contar, não foi fruto duma relação de namorados nem nada parecido onde infelizmente se tentou uma relação mas não havia sentimento suficiente de ambas as partes e assim ficou decidido. Decidi ter a minha filha independentemente de tudo, e fazer tudo por ela, a partir do momento que soube que estava grávida, sabia o que queria. Estou grávida de quase 38 semanas e acho que estou com uma depressão pré-parto. Estava a pessoa mais feliz do universo.. agora sinto-me a grávida mais solitária que há, porque mesmo tendo a família, é diferente o apoio de um homem que amamos de verdade e está ao nosso lado para nos apoiar em tudo. Sinto-me sozinha, cansada, incomoda, limitada a todos os níveis, vejo o mundo a girar a minha volta e gente ocupada e com amigos e companhias e eu estou completamente sozinha, com muito receio do que aí vem com toda a gente a assustar-me quando dizem que os primeiros meses são "DO PIOR"! Quero muito a minha filha e não me arrependo, mas não estou feliz, não sei o que se passa e preciso de ajuda. Qual será o meu próximo passo agora ?

Bom dia Ana,
Parece-me que sabe ainda perfeitamente o que quer. A dificuldade poderá residir no medo do desconhecido, medo das dificuldades que poderão surgir e de todo este seu momento de maternidade estar muito longe do que possivelmente tinha idealizado.
A gravidez a maternidade são tidas como um momento de excelência na vida da mulher. Desde idades muito precoces que somos incutidas, arriscaria dizer mesmo formatadas, com a ideia de que um dia vamos encontrar o nosso príncipe encantado, apaixonar-nos, casar, ter filhos e viver felizes para sempre. E que a gravidez é um “estado de graça”…esquecem-se é de explicar onde está a tal “graça” em sentir-se pesada, cansada, insegura e cheia de receios!
Agora olhando à volta…quantas pessoas é que conhece que têm esse tipo de experiencia? Cada vez mais a noção parentalidade, de família está muito diferente, mas nada impede que essa diferença seja esse o seu momento de excelência.
Não lhe posso dizer que não vão surgir momentos menos fáceis. Passar por uma gravidez, parir uma criança indefesa que sabe que será responsabilidade sua para o resto da vida, ter que gerir as rotinas do dia-a-dia, os choros, ter que providenciar à bebé tudo o que ela necessita, é muito assustador. Mas estes são medos comuns a qualquer mamã e são exacerbados à medida que o parto se aproxima. E com toda esta necessidade de gerir emoções, as mudanças hormonais, o momento em que se encontra tendo que encarar tudo isso “sozinha”, a palavra felicidade não será certamente algo que conste no vocabulário do seu dia-a-dia. Mas haverão alguns pequenos momentos de felicidade, por exemplo quando a sua bebé interage consigo, ou imaginar como será a carinha dela quando a vir pela primeira vez, o toque da pele dela quando se consolar nos seus braços.
E como disse, e muito bem, tem também a sua família de retaguarda, que lhe dará o suporte que necessita. Além disso, procure alguém, profissional ou não, que a ajude a restruturar aquilo que está sentir. Partilhe com os amigos e família essa sua solidão e aí verá que não está sozinha!
O que fazer agora? Relaxar! Respirar fundo e preparar-se para esta grande mudança que vai ser tão boa! Aproveitar estes últimos momentos com ela na barriguinha, e preparar a chegada da pequenita. E viva! Para si, não só enquanto mãe mas enquanto mulher, e por si e por ela! E é encarar cada momento de coração aberto e assim criar a sua princesinha da melhor maneira que conseguir, porque será essa, a sua maneira, a maneira certa!
Felicidades!
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Bom dia,
Estou com algumas duvidas e gostava que me ajudassem por favor... estou a tomar antidepressivos desde março de 2014 (Stablon e Lyrica) as doses minimas, o meu maior problema á a ansiedade e o sistema nervoso ao rubro, que muitas vezes se reflete na somatização de sintomas como peso nos ombros e pescoço... agora sinto-me nervosa o que devo fazer?
Boa tarde.
Gostaria de saber se o estado prevê ajuda psicologica para grávidas com depressão clinica na gravidez.
Tenho algum receio que seja esta a minha condição, uma vez que não me sinto bem, sinto uma tristeza profunda, penso constantemente em suicidar-me, em acabar com tudo. Estou cansada, só quero viver isolada - na verdade o meu companheiro deixa-me ao abandono e acabo por estar sozinha e invisivel, mesmo.
Li alguns artigos e parece que o bebé pode sair muito prejudicado.
Posso fazer alguma coisa pelo meu filho? Não aguento mais viver assim, não consigo.....
Boa tarde,
Estou a escrever porque sinto que preciso urgentemente de ajuda... Há quatro anos fui mãe pela primeira vez e senti-me imersa num amor tão forte que me assustava. Daí em diante vivi para o meu filhote, para o fazer feliz. Como sou filha única, sempre quis ter mais que um filho. Este ano engravidei e passei grande parte da gravidez com receio de não conseguir amar um segundo filho como amo o primeiro. Para além disso tive de repouso absoluto a maior parte da gravidez, o que veio alterar por completo a minha relação com o mais velho (passei de parceira de jogos e brincadeiras à mulher que não saía da cama e tinha dói-dói na barriga). O meu filho ressentiu-se e passou de criança feliz e meiga a teimoso e revoltado (a meiguice acabava por vencr, mas alterou muito o comportamento quotidiano, inclusivé dizendo que já não queria o irmão). Agora que o bebé já chegou sinto-me tão perdida... Por um lado quero compensar o mais velho, por outro quero formar ligações com o mais novo. O bebé é comilão e pede mama quase de hora a hora. Isso faz com que esteja exausta, sem paciência, mal me alimento... O mais velho continua teimoso, faz asneiras, tão depressa me quer como, quando me chego a ele, me afasta... E eu, em vez de o compensar, noto que só lhe chamo a atenção, critico, afasto... E ontem tive um ataque de choro à frente dele que vi que o paralisou mas que não consegui evitar. Como posso ser a mãe ue quero e que os meus filhos merecem? É que já me questiono se terá valido a pena ter outro filho...
boa noite
preciso da vossa ajuda...
esclareçam-me, ajudem-me, o meu dilema é o pai da crianca. Estou a tentar levar um rumo correto para poder dar tudo a minha filha. No entanto sofro diariamente e ando sempre magoada e triste, trabalho nao me falta e tento que o pai faça o mesmo.
o meu dilema.... sai de casa dele com a minha filha, à três meses pois não suportava ficar sozinha, no meio do nada sem acesso a nada, contando que estou habituada a ter tudo a mão (cidade), não conseguia entender certos hábitos como a preferencia de estar com amigos (desconfiando de consumo de estupefacientes) os maus tratos verbais, constantemente a ignorância.
sai de casa e voltei a minha, pois tenho quem me ajude com a minha criança. As discusões continuam, as ameaças são cada vez piores. ajudem estou a ficar maluca e a começar a pensar que sou eu que estou errada...
Estou grávida de outra menina, mas não estou me sentindo bem em relação a esse fato. Porque já tenho uma menina, e eu desejava muito que fosse um menino.
O que faço pra me adaptar a essa situação?
O meu primeiro nasceu com uma cardiopatia congénita não diagnosticada....o que me fez entrar numa depressão pós-parto....após o procedimento cirúrgico a que foi submetido.
Fiz psicoterapia e posso dizer que ultrapassei a depressão e ansiedade que tinha.
Estou grávida de 34 semanas, com alguns receios naturalmente....devido à primeira gravidez. Sendo que não se espera nenhuma cardiopatia O que posso fazer para não ter uma depressão pós-parto? Algumas vitaminas? exercícios? Obrigada!